28/05/2009


Os jovens, a mídia e a educação
Marcos de Vasconcellos - Observatório Jovem 02.08.2007
O abismo cultural entre as gerações torna-se ainda mais certo e se voltam para as relações destas com a tecnologia. Os pais e os professores devem seguir um ritmo que não comum a eles. Os jovens, são obrigados a galgar, sozinhos, seus caminhos no universo virtual .
Basta pegar o mouse e começar a clicar para navegar na internet. A cultura digital tem como grande aliado a aprendizagem instantânea e auto-didática. Com isso, a brecha entre gerações com relação ao domínio da tecnologia tem aumentado. Não há controle, tanto por parte da escola quanto por parte dos pais, sobre o conteúdo acessado e produzido por seus filhos e alunos.
Um fato chocante é que os jovens afirmaram não receber qualquer tipo de orientação de seus pais ou professores sobre como usar a internet. O controle existe até a criança completar, aproximadamente, dez anos. Na juventude então, os jovens acabam por ensinar aos adultos como usar computadores e celulares.
Muitos se dizem seguros quanto à internet, uma vez que 79% declararam-se “espertos”. Porém, apenas 52% disseram saber “filtrar” as informações vindas dos sites de pesquisa como o Google.
O professor Pier Cessare Rivoltella chamou a atenção para quatro pontos importantes que são modificados no conjunto sociocultural do que ele chamou de “sociedade multi-ecra” (multi-telas, ou seja, na qual nos relacionamos através de diversas telas, na era da mídia digital). Essa multiplicação de telas (meios de comunicação) quer dizer que as fontes de informação se multiplicaram, que a atenção e a possibilidade de construção da subjetividade se desloca. Essa multiplicação de espaços do conhecimento vai produzir uma mudança mto forte nos comportamentos dos jovens, que a psicologia chama de Multitasking (multitarefas).
As quatro grandes mudanças
1. Relação entre imagem e sua referência. Atrás dos ecras (telas) fica mais difícil de identificar qual é a real referencia das imagens, conteúdos e informações. Nas praticas de conhecimento dos alunos é cada vez mais difícil de fazer entender “o próprio pensamento e o pensamento de quem é citado”. A facilidade de copiar coisas da internet e colá-las num trabalho pessoal dificulta a diferenciação entre “o que é meu e o que não o é”.
2.Relação entre Interno e Externo. Diz respeito aos limites entre espaço publico e espaço privado. Tempo/espaço do lazer e tempo/espaço do trabalho. Além da necessidade de compartilhar o mesmo tempo e mesmo espaço, nós temos um deslocamento do trabalho no espaço e tempo que antes eram do lazer. Onde acaba o interno e começa o externo? Com o telefone celular é ainda mais simples de ver isso, como em conversas pessoais num espaço público; ou ainda, ao deixar o celular ligado dentro de casa e receber ligações sobre o trabalho.
3.A diferença entre o que é humano e o que é não-humano. Podemos citar o caso dos agentes inteligentes, dispositivos semi-automáticos que ajudam nossas pesquisas na web. Um mecanismo de pesquisa que aprende sobre nossas buscas e arruma um perfil de como ele nos vê. A cada vez que entramos de novo no site de pesquisa ele pega mais informações sobre nós e nos oferece aquilo que ele “acha” que vamos “gostar mais”.
Fica difícil diferenciar o trabalho humano do trabalho da máquina.
4.Ordem da visão e ordem da ação. O Second Life é, hoje, o ambiente tridimensional mais desenvolvido. Não é um espaço de jogo tridimensional virtual. Second Life é, na verdade, outra dimensão, na qual a gente compra, vende e arruma situações. Antes da chegada das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) visão e ação eram bem diferenciadas, hoje em dia disputam o mesmo espaço. Eu posso fazer coisas num espaço que anteriormente eu só podia olhar, torna-se um espaço pragmático.
Onde os jovens têm acesso aos novos meios?
O acesso à internet se dá 80% em casa, 22% disseram nunca, ou raramente, fazer uso da internet na escola. Estudantes confessam sentir dificuldade em tornar-se íntimos da rede ao ter acesso apenas durante as aulas das chamadas TICs. As novas tecnologias se focam nessa aula, ficam restritas ao uso didático e não pessoal. Jovens aprendem a usar a tecnologia, mas não a associam com a comunicação. Vale à pena lembrar que a pesquisa foi feita na Europa, em países tecnologicamente superiores ao Brasil.
Segundo os pesquisadores, pais e professores devem ser guiados e encorajados a desenvolver a habilidade das crianças e jovens para a leitura crítica, mais do que enfatizar e proibir práticas ou o uso de certos programas de computador.
Os pesquisadores recomendaram uma maior conversação e abertura da parte dos pais e mestres para que estes se esclareçam e aconselhem jovens sobre como lidar com seus relacionamentos online e off-line. Para os realizadores da pesquisa as escolas deveriam reconhecer que crianças e jovens podem ter experiências positivas e valiosas em jogos e vivências virtuais e isto deveria ser reconhecido em seus currículos.
Qual o lugar do professor?
Em entrevista publicada na revista ISTOÉ o senador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação deu seu parecer sobre a importância do professor mediante as novas tecnologias: “O menino que navegou à noite na internet chega à aula, de manhã, sabendo de coisas que o professor desconhece. O ator principal não é mais o professor. São o professor, o aluno e a mídia. Ele não é mais o dono do saber, nem da informação.”
Para Cristovam “Ele (o professor) tem de estar ciente que ele não sabe da última coisa. O que ele aprendeu na universidade valeu até aquele dia, daí tem que aprender de novo. Segundo: precisa compreender que o aluno pode estar fazendo coisas que ele não domina. Terceiro: reconhecer seus limites, se não for capaz de usar os recursos novos. O professor que simplesmente não quer usar o computador é como um médico que prefere não usar uma tomografia computadorizada, o professor tem de aprender a mexer com o computador.”
Dos poucos que sabem, o muito que fazem
Os jovens têm preenchido muitos espaços da produção independente brasileira. Na internet, sites como o Fazendo Media(www.fazendomedia.com) e o Centro de Mídia Independente(www.midiaindependente.org), têm crescido muito, tanto em número de acessos, quanto em conteúdo. O espaço para o jovem na rede é ilimitado, uma vez que este tenha acesso à tecnologia.
Não só atrás das telas, os jovens têm se mobilizado bastante na produção de conteúdos para rádios livres. No site http://www.radiolivre.org/ você pode acessar e ouvir uma a programação feita por jovens de todo o país, todos com um objetivo comum, ouvir e se fazer ouvir. Ainda no rádio digital, podemos falar da revista da Agência Pulsar (http://www.brasil.agenciapulsar.org/revista.php), com edições mensais, é toda produzida por estudantes na faixa dos vinte anos.
Pesquisa feita na internet no site: http://www.direitoacomunicacao.org.br

Avanços tecnológicos
Vou contar um pouco da minha história , não deixa de ser uma parte da minha vida, ela vai fazer vocês entenderem que o avanço tecnológico acontece muito rápido. A revolução digital traz novas oportunidades para as pessoas, como trouxe para mim.
Meu nome é Maria de Fátima Silva Galvão sou professora da Escola Municipal Professora Terezinha de Lourdes Galvão. Quando comecei a ensinar ainda não conhecia o computador, mas alguns anos depois as mudanças ocorriam e eu comecei a ver que o computador chegou em nossas vidas para contribui no nosso dia-a-dia profissional e pessoal, a partir dos novos atributos proporcionados pela internet, pela revolução digital. Então, sem sombra de dúvidas, a humanidade está passando por uma grande transformação. E, nesse período de transformação, é necessário que as pessoas discutam como será a sua transição do modelo de ciclo industrial para o modelo da sociedade em rede ou seja tecnológica . As pessoas principalmente nos professores que temos muito a transmitir para nossos alunos e até mesmo para outras pessoas, como amigos e familiares.
O que a gente observa é que estamos tendo um grande avanço , as pessoas que não procurarem se atualizar, assim como ocorreu na ciclo industrial, essas pessoas demoram a chegar no processo da tecnologia, ficam para trás; enquanto as que procurarem se atualizar rapidamente irão liderar o processo da revolução digital.
Foi pensando assim que sempre procurei, me atualizar fazendo vários cursos de informática, e também consecutivamente procurei utilizar esses conhecimentos dentro da minha sala de aula. Hoje sei um pouco sobre computação, digitação, pesquisas, como fazer compras e amizades na internet e etc. A informática me ajuda muito na minha vida profissional e pessoal, pois utilizo o computador como um excelente instrumento.
Muitas vezes dentro da minha vida profissional senti a necessidade de acessar a internet para fazer pesquisas, tirar algumas duvidas, seja ela de um filme, uma música ou um software (programa). Então, não faz sentido manter seu conhecimento parado sem procurar novas fontes para esclarecer duvidas . Acho que as possibilidades, nesse atual panorama, estão abertas e são melhores para nos professores, podemos ver que esse novo sistema operacional Linux que é o projeto mais conhecido do mundo do software livre, mas não podemos esquecer que a internet é um grande software livre. Os protocolos que fazem a internet funcionar são de domínio público; ninguém paga licenças, nada é patenteado. Por isso, estou confiante que fazendo o curso do Proinfo irei ficar mais atualizada, conhecendo este novo programa o LINUX aprenderei a utilizá-lo; desenvolverei novas atividades em sala de aula.
Aproveitando os conhecimentos que adquirimos juntamente com as nossas experiências profissional iremos desenvolver cada vez mas o potencial dos nossos alunos. além disso, vai permitir a troca de experiências e conhecimento entre nos professores, nossos alunos e a sociedades.